{"id":2119,"date":"2026-09-25T14:17:46","date_gmt":"2026-09-25T17:17:46","guid":{"rendered":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/?p=2119"},"modified":"2026-09-25T14:17:54","modified_gmt":"2026-09-25T17:17:54","slug":"stf-prorroga-suspensao-de-multas-relacionadas-aos-riscos-psicossociais-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/stf-prorroga-suspensao-de-multas-relacionadas-aos-riscos-psicossociais-no-trabalho\/","title":{"rendered":"STF prorroga suspens\u00e3o de multas relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">O Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou por mais <strong>90 dias a suspens\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o de multas e outras penalidades relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho<\/strong>.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada pelo ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e est\u00e1 relacionada \u00e0s discuss\u00f5es sobre a inclus\u00e3o e a avalia\u00e7\u00e3o dos fatores de riscos psicossociais na gest\u00e3o de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Por que as penalidades foram suspensas?<\/h2>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A discuss\u00e3o acontece porque algumas entidades questionam se existem crit\u00e9rios suficientemente claros para orientar as empresas e os pr\u00f3prios agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Entre as principais d\u00favidas est\u00e3o:<\/p>\n<ul data-spread=\"false\">\n<li>como os riscos psicossociais devem ser avaliados;<\/li>\n<li>quais metodologias podem ser utilizadas;<\/li>\n<li>quais crit\u00e9rios ser\u00e3o considerados pela fiscaliza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>como as empresas devem comprovar as medidas adotadas;<\/li>\n<li>em quais situa\u00e7\u00f5es uma penalidade poder\u00e1 ser aplicada.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem), respons\u00e1vel pela a\u00e7\u00e3o analisada pelo STF, argumenta justamente que \u00e9 necess\u00e1rio haver maior clareza sobre esses par\u00e2metros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>As empresas podem deixar de avaliar os riscos psicossociais?<\/h2>\n<p class=\"isSelectedEnd\"><strong>N\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel interpretar a decis\u00e3o dessa forma.<\/strong><\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A decis\u00e3o do STF trata da <strong>suspens\u00e3o das san\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 controv\u00e9rsia<\/strong>, e n\u00e3o significa que as empresas devam ignorar os riscos psicossociais ou interromper as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Na pr\u00e1tica, esse per\u00edodo pode ser utilizado pelas organiza\u00e7\u00f5es para revisar seus processos, entender melhor as exig\u00eancias, estruturar avalia\u00e7\u00f5es e preparar medidas preventivas.<\/p>\n<h2>O que as empresas podem fazer enquanto isso?<\/h2>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Mesmo com a suspens\u00e3o das penalidades, \u00e9 importante que as empresas continuem avan\u00e7ando na gest\u00e3o dos riscos psicossociais.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Algumas a\u00e7\u00f5es incluem:<\/p>\n<ul data-spread=\"false\">\n<li>identificar fatores que possam afetar a sa\u00fade mental dos trabalhadores;<\/li>\n<li>ouvir os colaboradores;<\/li>\n<li>avaliar a organiza\u00e7\u00e3o e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho;<\/li>\n<li>capacitar gestores e lideran\u00e7as;<\/li>\n<li>criar canais adequados para comunica\u00e7\u00e3o e den\u00fancias;<\/li>\n<li>registrar as a\u00e7\u00f5es preventivas realizadas;<\/li>\n<li>integrar os riscos psicossociais ao gerenciamento de riscos ocupacionais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O objetivo n\u00e3o deve ser apenas evitar uma eventual multa, mas criar ambientes de trabalho mais seguros, saud\u00e1veis e organizados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>O que muda na pr\u00e1tica?<\/h2>\n<p class=\"isSelectedEnd\">De forma resumida:<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\"><strong>As penalidades continuam suspensas por mais 90 dias, mas o tema dos riscos psicossociais continua em discuss\u00e3o e deve permanecer no planejamento das empresas.<\/strong><\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Para os empregadores, o momento pode ser aproveitado para organizar documentos, revisar processos, avaliar os fatores presentes no ambiente de trabalho e estruturar a\u00e7\u00f5es preventivas.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A tend\u00eancia \u00e9 que novas orienta\u00e7\u00f5es surjam conforme avan\u00e7arem as negocia\u00e7\u00f5es e as decis\u00f5es relacionadas ao tema.<\/p>\n<p>Por isso, empresas, profissionais de Recursos Humanos e profissionais de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho devem acompanhar atentamente as pr\u00f3ximas atualiza\u00e7\u00f5es.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&rdquo;&rdquo;] O Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou por mais 90 dias a suspens&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o de multas e outras penalidades relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A decis&atilde;o foi tomada pelo ministro Andr&eacute; Mendon&ccedil;a e est&aacute; relacionada &agrave;s discuss&otilde;es sobre a inclus&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores de riscos psicossociais na gest&atilde;o de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de no Trabalho. &nbsp; Por que as penalidades foram suspensas? A discuss&atilde;o acontece porque algumas entidades questionam se existem crit&eacute;rios suficientemente claros para orientar as empresas e os pr&oacute;prios agentes de fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Entre as principais d&uacute;vidas est&atilde;o: como os riscos psicossociais devem ser avaliados; quais metodologias podem ser utilizadas; quais crit&eacute;rios ser&atilde;o considerados pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o; como as empresas devem comprovar as medidas adotadas; em quais situa&ccedil;&otilde;es uma penalidade poder&aacute; ser aplicada. A Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem), respons&aacute;vel pela a&ccedil;&atilde;o analisada pelo STF, argumenta justamente que &eacute; necess&aacute;rio haver maior clareza sobre esses par&acirc;metros. &nbsp; As empresas podem deixar de avaliar os riscos psicossociais? N&atilde;o &eacute; recomend&aacute;vel interpretar a decis&atilde;o dessa forma. A decis&atilde;o do STF trata da suspens&atilde;o das san&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; controv&eacute;rsia, e n&atilde;o significa que as empresas devam ignorar os riscos psicossociais ou interromper as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o. Na pr&aacute;tica, esse per&iacute;odo pode ser utilizado pelas organiza&ccedil;&otilde;es para revisar seus processos, entender melhor as exig&ecirc;ncias, estruturar avalia&ccedil;&otilde;es e preparar medidas preventivas. O que as empresas podem fazer enquanto isso? Mesmo com a suspens&atilde;o das penalidades, &eacute; importante que as empresas continuem avan&ccedil;ando na gest&atilde;o dos riscos psicossociais. Algumas a&ccedil;&otilde;es incluem: identificar fatores que possam afetar a sa&uacute;de mental dos trabalhadores; ouvir os colaboradores; avaliar a organiza&ccedil;&atilde;o e as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho; capacitar gestores e lideran&ccedil;as; criar canais adequados para comunica&ccedil;&atilde;o e den&uacute;ncias; registrar as a&ccedil;&otilde;es preventivas realizadas; integrar os riscos psicossociais ao gerenciamento de riscos ocupacionais. O objetivo n&atilde;o deve ser apenas evitar uma eventual multa, mas criar ambientes de trabalho mais seguros, saud&aacute;veis e organizados. &nbsp; O que muda na pr&aacute;tica? De forma resumida: As penalidades continuam suspensas por mais 90 dias, mas o tema dos riscos psicossociais continua em discuss&atilde;o e deve permanecer no planejamento das empresas. Para os empregadores, o momento pode ser aproveitado para organizar documentos, revisar processos, avaliar os fatores presentes no ambiente de trabalho e estruturar a&ccedil;&otilde;es preventivas. A tend&ecirc;ncia &eacute; que novas orienta&ccedil;&otilde;es surjam conforme avan&ccedil;arem as negocia&ccedil;&otilde;es e as decis&otilde;es relacionadas ao tema. 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