{"id":1513,"date":"2022-05-11T09:25:21","date_gmt":"2022-05-11T12:25:21","guid":{"rendered":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/?p=1513"},"modified":"2022-05-11T09:25:56","modified_gmt":"2022-05-11T12:25:56","slug":"ciclo-de-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/ciclo-de-seguranca\/","title":{"rendered":"Ciclo de seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\">Adequa\u00e7\u00e3o em m\u00e1quinas e equipamentos inclui passos b\u00e1sicos que evitam acidentes.<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A adequa\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a de m\u00e1quinas e equipamentos \u00e9 com certeza um assunto de grande relev\u00e2ncia nas ind\u00fastrias brasileiras durante essa \u00faltima d\u00e9cada. No final de 2010, as exig\u00eancias aumentaram quando a NR 12, que \u00e9 nossa principal legisla\u00e7\u00e3o sobre seguran\u00e7a de m\u00e1quinas e equipamentos, passou por uma reformula\u00e7\u00e3o completa, e atrelado a isto houve tamb\u00e9m um aumento na fiscaliza\u00e7\u00e3o tornando a necessidade do cumprimento da norma uma realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A altera\u00e7\u00e3o da NR 12 naquele per\u00edodo foi necess\u00e1ria devido ao cen\u00e1rio que o pa\u00eds vivia. Est\u00e1vamos em um momento de expans\u00e3o da industrializa\u00e7\u00e3o e o n\u00edvel de acidentes estava crescendo. Esta vers\u00e3o da NR 12 foi desenvolvida com base em normas t\u00e9cnicas, legisla\u00e7\u00e3o internacional, como a Diretiva de M\u00e1quinas Europeia, e tamb\u00e9m em programas de preven\u00e7\u00e3o que foram implementados em alguns estados por iniciativas das empresas, sindicatos, \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos como o PPRPS (com grande sucesso para prensas e similares iniciando no Estado de S\u00e3o Paulo e posteriormente foi aplicado em outros estados). Ap\u00f3s a atualiza\u00e7\u00e3o de 2010, muitas outras ocorreram, mas as bases dos conceitos foram mantidas. Essas altera\u00e7\u00f5es tiveram o objetivo de aprimorar e dar padroniza\u00e7\u00e3o internacional \u00e0 norma com a tecnologia atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A NR 12, assim como seus anexos, definem os princ\u00edpios fundamentais e medidas de redu\u00e7\u00e3o de risco para m\u00e1quinas e equipamentos, a fim de prevenir a sa\u00fade e a seguran\u00e7a dos trabalhadores baseados em refer\u00eancias t\u00e9cnicas, normas, caracter\u00edsticas das m\u00e1quinas e equipamentos, no processo de produ\u00e7\u00e3o e no estado da t\u00e9cnica que s\u00e3o as t\u00e9cnicas e tecnologias acess\u00edveis e reconhecidamente comprovadas para este fim. Portanto, os conceitos de seguran\u00e7a desta NR s\u00e3o parte de um arcabou\u00e7o de normas t\u00e9cnicas que nunca devem ser aplicados isoladamente e sim em conjunto, considerando as alternativas para atingirmos a excel\u00eancia e garantirmos a usabilidade dos sistemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, para assegurarmos a conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o, o processo necess\u00e1rio \u00e9 iniciado pela aprecia\u00e7\u00e3o de risco que conforme a NR 12 \u00e9 um passo obrigat\u00f3rio. Por\u00e9m, este \u00e9 somente o princ\u00edpio, \u00e9 o entendimento inicial. Aplicando-se o processo referente ao Ciclo de Seguran\u00e7a de uma M\u00e1quina completa, podemos atingir um n\u00edvel de seguran\u00e7a aceit\u00e1vel e de fato trazer os conceitos mais importantes que est\u00e3o ligados \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de acidentes. Isto est\u00e1 previsto no Cap\u00edtulo 1 &#8211; Princ\u00edpios Gerais da NR 12 na pr\u00f3pria norma. Al\u00e9m disto, a redu\u00e7\u00e3o de risco inerente ao trabalho \u00e9 um dos direitos p\u00e9treos dos trabalhadores definidos na nossa lei m\u00e1xima, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal Brasileira.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">ETAPAS<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vamos entender melhor como funciona esse processo de adequa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a de m\u00e1quinas. Quais seriam as etapas e a sequ\u00eancia para que tenhamos sucesso nesta empreitada?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo de adequa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a de m\u00e1quinas ou tamb\u00e9m chamado \u201cCiclo de Seguran\u00e7a de uma M\u00e1quina\u201d \u00e9 um procedimento que consiste em cinco passos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o eles: a aprecia\u00e7\u00e3o de risco, a conceitua\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, o projeto de seguran\u00e7a, a implanta\u00e7\u00e3o dos sistemas e a valida\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada uma destas etapas necessita ser conclu\u00edda para iniciarmos a pr\u00f3xima. Ou seja, cada uma delas \u00e9 a base fundamental de informa\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima e assim chegamos \u00e0 excel\u00eancia deste processo. O que observamos na pr\u00e1tica, \u00e9 que quando pulamos etapas deste ciclo, o pr\u00f3ximo passo fica comprometido, pois vai faltar informa\u00e7\u00e3o para uma boa continuidade e l\u00e1 na frente, ap\u00f3s a m\u00e1quina estar adequada, percebemos as m\u00e1quinas com a prote\u00e7\u00f5es removidas, necessidade de retrabalhos, autua\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e at\u00e9 acidentes graves que n\u00e3o deveriam acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Autor: <strong>Mauricio Barile<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Engenheiro de Automa\u00e7\u00e3o e Controle, Engenheiro de Seguran\u00e7a do Trabalho, Consultor e CMSE\u00ae (Certified Machinery Safety Expert) da Pilz do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adequa&ccedil;&atilde;o em m&aacute;quinas e equipamentos inclui passos b&aacute;sicos que evitam acidentes. A adequa&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a de m&aacute;quinas e equipamentos &eacute; com certeza um assunto de grande relev&acirc;ncia nas ind&uacute;strias brasileiras durante essa &uacute;ltima d&eacute;cada. No final de 2010, as exig&ecirc;ncias aumentaram quando a NR 12, que &eacute; nossa principal legisla&ccedil;&atilde;o sobre seguran&ccedil;a de m&aacute;quinas e equipamentos, passou por uma reformula&ccedil;&atilde;o completa, e atrelado a isto houve tamb&eacute;m um aumento na fiscaliza&ccedil;&atilde;o tornando a necessidade do cumprimento da norma uma realidade. A altera&ccedil;&atilde;o da NR 12 naquele per&iacute;odo foi necess&aacute;ria devido ao cen&aacute;rio que o pa&iacute;s vivia. Est&aacute;vamos em um momento de expans&atilde;o da industrializa&ccedil;&atilde;o e o n&iacute;vel de acidentes estava crescendo. Esta vers&atilde;o da NR 12 foi desenvolvida com base em normas t&eacute;cnicas, legisla&ccedil;&atilde;o internacional, como a Diretiva de M&aacute;quinas Europeia, e tamb&eacute;m em programas de preven&ccedil;&atilde;o que foram implementados em alguns estados por iniciativas das empresas, sindicatos, &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos como o PPRPS (com grande sucesso para prensas e similares iniciando no Estado de S&atilde;o Paulo e posteriormente foi aplicado em outros estados). Ap&oacute;s a atualiza&ccedil;&atilde;o de 2010, muitas outras ocorreram, mas as bases dos conceitos foram mantidas. Essas altera&ccedil;&otilde;es tiveram o objetivo de aprimorar e dar padroniza&ccedil;&atilde;o internacional &agrave; norma com a tecnologia atual. A NR 12, assim como seus anexos, definem os princ&iacute;pios fundamentais e medidas de redu&ccedil;&atilde;o de risco para m&aacute;quinas e equipamentos, a fim de prevenir a sa&uacute;de e a seguran&ccedil;a dos trabalhadores baseados em refer&ecirc;ncias t&eacute;cnicas, normas, caracter&iacute;sticas das m&aacute;quinas e equipamentos, no processo de produ&ccedil;&atilde;o e no estado da t&eacute;cnica que s&atilde;o as t&eacute;cnicas e tecnologias acess&iacute;veis e reconhecidamente comprovadas para este fim. Portanto, os conceitos de seguran&ccedil;a desta NR s&atilde;o parte de um arcabou&ccedil;o de normas t&eacute;cnicas que nunca devem ser aplicados isoladamente e sim em conjunto, considerando as alternativas para atingirmos a excel&ecirc;ncia e garantirmos a usabilidade dos sistemas. Assim, para assegurarmos a conformidade com a legisla&ccedil;&atilde;o, o processo necess&aacute;rio &eacute; iniciado pela aprecia&ccedil;&atilde;o de risco que conforme a NR 12 &eacute; um passo obrigat&oacute;rio. Por&eacute;m, este &eacute; somente o princ&iacute;pio, &eacute; o entendimento inicial. Aplicando-se o processo referente ao Ciclo de Seguran&ccedil;a de uma M&aacute;quina completa, podemos atingir um n&iacute;vel de seguran&ccedil;a aceit&aacute;vel e de fato trazer os conceitos mais importantes que est&atilde;o ligados &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de acidentes. Isto est&aacute; previsto no Cap&iacute;tulo 1 &ndash; Princ&iacute;pios Gerais da NR 12 na pr&oacute;pria norma. Al&eacute;m disto, a redu&ccedil;&atilde;o de risco inerente ao trabalho &eacute; um dos direitos p&eacute;treos dos trabalhadores definidos na nossa lei m&aacute;xima, a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal Brasileira. 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