{"id":1486,"date":"2022-04-28T10:00:15","date_gmt":"2022-04-28T13:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/?p=1486"},"modified":"2022-05-18T14:13:08","modified_gmt":"2022-05-18T17:13:08","slug":"sindrome-de-burnout","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/sindrome-de-burnout\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome de Burnout"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\">Nova classifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a como ocupacional passou a valer em janeiro<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com um novo dimensionamento da <strong>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/strong>, a <strong>S\u00edndrome de Burnout<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como <strong>S\u00edndrome do Esgotamento Profissional<\/strong>, est\u00e1 sendo considerada como doen\u00e7a ocupacional. Esta nova classifica\u00e7\u00e3o foi aprovada durante a 72\u00aa Assembleia Mundial da OMS, e j\u00e1 est\u00e1 valendo desde o dia 1\u00ba de janeiro de 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>S\u00edndrome de Burnout<\/strong> \u00e9 um transtorno ps\u00edquico originado pelo cansa\u00e7o extremo, que possui rela\u00e7\u00e3o com o trabalho, afetando a pessoa em diversos setores da sua vida. N\u00e3o resta d\u00favida que, ap\u00f3s o surgimento e durante a pandemia, houve um agravamento da doen\u00e7a e um aumento exponencial do n\u00famero de casos. Uma pesquisa realizada na \u00e1rea m\u00e9dica, em novembro de 2020, apontou que 78% dos profissionais de sa\u00fade apresentaram sinais da mol\u00e9stia no per\u00edodo da pandemia. Outro estudo realizado pela ISMA-BR <em>(International Stress Management Association)<\/em> concluiu que o Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds do mundo com o maior n\u00famero de pessoas acometidas pela <strong>S\u00edndrome de Burnout<\/strong> em decorr\u00eancia do alto n\u00edvel de estresse. No ano de 2020, a Secretaria Especial de Previd\u00eancia e Trabalho registrou o maior n\u00famero de pessoas que requisitaram aux\u00edlio-doen\u00e7a ou aposentadoria por invalidez em raz\u00e3o de transtornos mentais.<\/p>\n<blockquote><p>De origem inglesa, a palavra burnout pode ser traduzida como \u201cqueimar-se por completo\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo foi criado pelo psicanalista alem\u00e3o Herbert Freudenberger (1926-1999) em 1974.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">CARACTER\u00cdSTICAS<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA sensa\u00e7\u00e3o de quem sofre de burnout \u00e9 a de ter passado dos limites e n\u00e3o dispor de recursos f\u00edsicos, ps\u00edquicos ou emocionais para fugir de um beco sem sa\u00edda\u201d, descreve a psic\u00f3loga Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR. Para cravar a presen\u00e7a do burnout, a pessoa deve apresentar tr\u00eas caracter\u00edsticas. A primeira \u00e9 a exaust\u00e3o, e conforme Ana Maria, a exaust\u00e3o \u00e9 um esvaziamento f\u00edsico e mental que n\u00e3o passa com folga, f\u00e9rias ou licen\u00e7a m\u00e9dica. A segunda \u00e9 o ceticismo. \u201cQuem tem burnout queimou todas as pontes atr\u00e1s de si. Est\u00e1 sem perspectivas\u201d, explica ela. E a terceira \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de inefic\u00e1cia. \u201cPor mais que voc\u00ea seja o primeiro a chegar e o \u00faltimo a sair da empresa, n\u00e3o produz o que gostaria. O sujeito est\u00e1 presente fisicamente, mas ausente emocionalmente. As luzes est\u00e3o acesas, mas n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m em casa\u201d, arremata a presidente da ISMA-BR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante que as empresas se conscientizem de que dever\u00e3o cuidar para que esse mal dos tempos modernos n\u00e3o afete os locais de trabalho. Muitas vezes, os colaboradores s\u00e3o vistos como engrenagens, se d\u00e3o defeito s\u00e3o trocados. Evitar longas jornadas, metas abusivas, cobran\u00e7as exacerbadas e ass\u00e9dio moral por parte de superiores hier\u00e1rquicos devem fazer parte de um leque de a\u00e7\u00f5es, dentro do ambiente laboral, para que este seja o mais harmonioso poss\u00edvel. Sempre lembrando que, a partir do momento que a S\u00edndrome de Burnout passa a ser considerada como doen\u00e7a ocupacional, o indiv\u00edduo acometido pela mol\u00e9stia tem direito a pleitear repara\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito trabalhista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autor: <strong>Luis Augusto de Bruin<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialista em Direito Trabalhista e Previdenci\u00e1rio, professor em cursos de forma\u00e7\u00e3o de T\u00e9cnico de Seguran\u00e7a do Trabalho e consultor de empresas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova classifica&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a como ocupacional passou a valer em janeiro De acordo com um novo dimensionamento da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, a S&iacute;ndrome de Burnout, tamb&eacute;m conhecida como S&iacute;ndrome do Esgotamento Profissional, est&aacute; sendo considerada como doen&ccedil;a ocupacional. Esta nova classifica&ccedil;&atilde;o foi aprovada durante a 72&ordf; Assembleia Mundial da OMS, e j&aacute; est&aacute; valendo desde o dia 1&ordm; de janeiro de 2022. A S&iacute;ndrome de Burnout &eacute; um transtorno ps&iacute;quico originado pelo cansa&ccedil;o extremo, que possui rela&ccedil;&atilde;o com o trabalho, afetando a pessoa em diversos setores da sua vida. N&atilde;o resta d&uacute;vida que, ap&oacute;s o surgimento e durante a pandemia, houve um agravamento da doen&ccedil;a e um aumento exponencial do n&uacute;mero de casos. Uma pesquisa realizada na &aacute;rea m&eacute;dica, em novembro de 2020, apontou que 78% dos profissionais de sa&uacute;de apresentaram sinais da mol&eacute;stia no per&iacute;odo da pandemia. Outro estudo realizado pela ISMA-BR (International Stress Management Association) concluiu que o Brasil &eacute; o segundo pa&iacute;s do mundo com o maior n&uacute;mero de pessoas acometidas pela S&iacute;ndrome de Burnout em decorr&ecirc;ncia do alto n&iacute;vel de estresse. No ano de 2020, a Secretaria Especial de Previd&ecirc;ncia e Trabalho registrou o maior n&uacute;mero de pessoas que requisitaram aux&iacute;lio-doen&ccedil;a ou aposentadoria por invalidez em raz&atilde;o de transtornos mentais. De origem inglesa, a palavra burnout pode ser traduzida como &ldquo;queimar-se por completo&rdquo;. O termo foi criado pelo psicanalista alem&atilde;o Herbert Freudenberger (1926-1999) em 1974. CARACTER&Iacute;STICAS &ldquo;A sensa&ccedil;&atilde;o de quem sofre de burnout &eacute; a de ter passado dos limites e n&atilde;o dispor de recursos f&iacute;sicos, ps&iacute;quicos ou emocionais para fugir de um beco sem sa&iacute;da&rdquo;, descreve a psic&oacute;loga Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR. Para cravar a presen&ccedil;a do burnout, a pessoa deve apresentar tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas. A primeira &eacute; a exaust&atilde;o, e conforme Ana Maria, a exaust&atilde;o &eacute; um esvaziamento f&iacute;sico e mental que n&atilde;o passa com folga, f&eacute;rias ou licen&ccedil;a m&eacute;dica. A segunda &eacute; o ceticismo. &ldquo;Quem tem burnout queimou todas as pontes atr&aacute;s de si. Est&aacute; sem perspectivas&rdquo;, explica ela. E a terceira &eacute; a sensa&ccedil;&atilde;o de inefic&aacute;cia. &ldquo;Por mais que voc&ecirc; seja o primeiro a chegar e o &uacute;ltimo a sair da empresa, n&atilde;o produz o que gostaria. O sujeito est&aacute; presente fisicamente, mas ausente emocionalmente. As luzes est&atilde;o acesas, mas n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m em casa&rdquo;, arremata a presidente da ISMA-BR. &Eacute; importante que as empresas se conscientizem de que dever&atilde;o cuidar para que esse mal dos tempos modernos n&atilde;o afete os locais de trabalho. Muitas vezes, os colaboradores s&atilde;o vistos como engrenagens, se d&atilde;o defeito s&atilde;o trocados. Evitar longas jornadas, metas abusivas, cobran&ccedil;as exacerbadas e ass&eacute;dio moral por parte de superiores hier&aacute;rquicos devem fazer parte de um leque de a&ccedil;&otilde;es, dentro do ambiente laboral, para que este seja o mais harmonioso poss&iacute;vel. Sempre lembrando que, a partir do momento que a S&iacute;ndrome de Burnout passa a ser considerada como doen&ccedil;a ocupacional, o indiv&iacute;duo acometido pela mol&eacute;stia tem direito a pleitear repara&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito trabalhista. Autor: Luis Augusto de Bruin Especialista em Direito Trabalhista e Previdenci&aacute;rio, professor em cursos de forma&ccedil;&atilde;o de T&eacute;cnico de Seguran&ccedil;a do Trabalho e consultor de empresas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1487,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"S\u00edndrome de Burnout - CIDMED","description":"Nova classifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a como ocupacional passou a valer em janeiro De acordo com um novo dimensionamento da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade , a S\u00edndrome de Bu"},"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-1486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-informativos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1486"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1525,"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1486\/revisions\/1525"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cidmed.med.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}